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Neste capítulo, vemos o povo de Deus lutando contra um inimigo que desejava impedi-lo de prosperar na reconstrução de suas vidas e cidade. O contexto histórico deste texto localiza-se no tempo em que os judeus já tinham voltado do exílio para Jerusalém; haviam restaurado o altar e reconstruído o templo. No entanto, os muros da cidade ainda estavam em ruínas. Uma cidade sem muros era desprotegida, vulnerável a ladrões; portanto não confiável economicamente. Neemias veio à Jerusalém com o objetivo de reconstruir os muros da cidade. Mas, os inimigos tendo como líder Sambalate, que era o governador de Samaria; e talvez, almejasse ser o governador da Judéia; se opuseram à reconstrução dos muros de Jerusalém. Porque,assim, veriam o sucesso de um inimigo histórico e, ainda, teriam uma forte concorrência comercial. As ações do povo de Judá, em relação ao inimigo, nos ensinam muito a respeito de como podemos enfrentar aqueles que querem se opor às nossas conquistas.

I – Estratégias do inimigo.

“Ridicularizou os judeus… disse: O que aqueles frágeis judeus estão fazendo? acheterdufrance.com Será que vão restaurar o seu muro? Irão oferecer sacrifícios? Irão terminar a obra num só dia? Será que vão conseguir ressuscitar pedras de construção daqueles montes de entulho e de pedras queimadas? (v.1b,2). Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe! (v.3b).Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão” (v.8).

Sambalate, um tipo do Diabo, e os seus, procuraram ironizar, ridicularizar, menosprezar e rotular o povo de Deus sugerindo que eram frágeis, incapazes, inconsistentes e cheios de ilusão. O objetivo era gerar incredulidade. Quando viram que suas falácias não deram resultado, então planejaram atacar Jerusalém e causar confusão.

O Diabo e os seus instrumentos usam, basicamente, as mesmas estratégias para tentar impedir as nossas conquistas. Sugerem que não somos capazes de alcançar o que almejamos; querem nos encher de incredulidade; gerar confusão e buscam oportunidades para nos atacar. Estejamos atentos para não sermos vitimados por essas e outras estratégias malignas.

 

II – A estratégia da oração com o trabalho.

“Ouve-nos, ó Deus, pois estamos sendo desprezados […](4a). Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda a sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho (v.6). Mas nós oramos ao nosso Deus […]” (v.9a).

Diante das ameaças de seus inimigos, o povo de Judá, que não tinha muitos recursos bélicos, políticos ou econômicos, orava Àquele que tudo tem e tudo pode. Além de orar, eles se dedicaram totalmente ao trabalho. Eles não se prenderam a apenas uma dessas estratégias, mas se dedicaram a ambas.

Para obtermos conquistas precisamos tanto orar como trabalhar por aquilo que almejamos. Há alguns que só trabalham, mas não oram como deveriam e outros que oram, mas não trabalham como deveriam. As duas açõesdevem acontecer juntas.

 

III – A estratégia da vigilância e das armas.

“[…]colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles (v.9b). Aqueles que transportavam material faziam o trabalho com uma mão e com a outra seguravam uma arma, e cada um dos construtores trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava” (v.17,18).

Além de orar e trabalhar, eles tinham guardas diuturnamente atentos contra o inimigo. Enquanto tinham material de trabalho em uma mão, na outra seguravam uma arma. Eles vigiavam e estavam armados.

De mesma maneira, para alcançarmos as conquistas almejadas precisamos ser vigilantes e nos munir das armas que Deus nos disponibiliza. Jesus ensinou que devemos vigiar e orar (Mt 26.41) e Paulo nos disse que devemos nos revestir de toda a armadura de Deus (Ef 6.10-18).

 

Concl. Para vencermos e sermos conquistadores, estejamos conscientes das estratégias do inimigo, usemos as estratégias que Deus nos  dá como a oração; o trabalho; a vigilância e o nos revistamos com as armas que Deus nos disponibiliza.

Pastor Silas Zdrojewski