Semana do Amigo

Já dizia a velha máxima: quem tem amigos, tem tudo. A importância dos amigos em nossas vidas é indiscutível. Ter pessoas ao nosso lado para compartilhar momentos e experiências, sejam eles bons ou ruins, faz toda a diferença em nossa jornada. Ser amigo significa se colocar no lugar do outro e, em muitas ocasiões, renunciar sua própria vontade em detrimento da vontade do próximo. “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês” (Romanos 12.10). Dentre tantos significados de sacerdócio universal apresentados nesta revista, com certeza, a amizade se inclui como um dos exemplos mais práticos desse importante valor. “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17.17). O fato de sermos cristãos faz com que tenhamos uma nobre responsabilidade: a de atuarmos como sacerdotes em nossos grupos de amigos, principalmente sob aqueles que ainda não conhecem a Cristo. Ser amigo é se doar, se preocupar, respeitar e amar. É estar disposto a investir o seu tempo pessoal na vida de outra pessoa. Em outras palavras, é agir como um exímio sacerdote. No último mês de junho, vivenciamos um grande e prático exemplo de tudo isso, aqui, na Primeira IEQ. Confira ao lado um breve resumo do que Deus fez durante esses dias.

Cultos

Entre os dias 18/06 a 24/06, tivemos na Primeira IEQ, a Semana do Amigo, onde preparamos cultos especiais para que as pessoas pudessem trazer seus amigos à igreja. Foi um momento muito abençoado! Milhares de visitantes compareceram e centenas deles receberam Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.

2186 VISITANTES · 694 DECISÕES POR JESUS

GPs

Entre os dias 25/06 e 30/06, foi a vez dos Grupos Pequenos. Uma semana diferente, pensada e preparada com carinho pelos facilitadores dos GPs. Assim como nos cultos, várias pessoas compareceram a um encontro pela primeira vez e aceitaram a Jesus. Foram momentos de muita comunhão que, certamente, ficarão marcados na vida daqueles que participaram.

GPs: 874 VISITANTES · 355 DECISÕES POR JESUS

NÚMEROS DA SEMANA DO AMIGO

Total de Visitantes: 3060

Total de decisões por Jesus: 1049

 

Vivendo com Ele – Jacqueline Veiga

Jacque – Eu cheguei na Igreja em 2015, através de um teatro que fui convidada, uma semana depois vim em um culto de domingo quando ouvi o apelo e aceitei Jesus. Lembro que muito emocionada vi o pastor sentado no banco com a família e disse a ele que meu sonho era ver minha família aqui comigo também, ele me disse: filha Deus já te ouviu!

Eu me batizei em 2016, foi maravilhoso, uma sensação única na minha vida, a qual eu não esqueço. Em seguida, comecei a fazer alguns cursos na igreja o que me fez conhecer pessoas, eu era muito introvertida, foi quando Deus abriu portas, colocou pessoas na minha vida e eu entrei em um grupo pequeno. A Primeira Igreja me abraçou de uma forma tremenda.

Em 2017 vi na campanha Lançando Sementes uma oportunidade de realizar meu sonho e desde então não parei mais de orar por minha família, um processo de oração constante, jejum, abdiquei de tudo, para que Deus desse estratégias para que eles viessem comigo. A primeira pessoa que eu pensei no lançando Sementes foi a minha mãe.

Mãe – Desde que ela começou a frequentar a Primeira Igreja ela permanecia orando nas madrugadas, as vezes eu acordava e lá estava a Jaqueline em suas orações, clamando pela família.

Jacque- Logo que entrei na igreja eu sempre convidei minha mãe, mas ela sempre relutava em aceitar o convite. Foi em meu batismo e isso foi muito especial, ela ia a igreja em ocasiões especiais. Eu dizia, Deus você vai preparar uma estratégia, nem que eu fique aqui orando por anos, mas o Senhor vai tocar no coração da minha mãe. Um dia cheguei da igreja e disse a ela que tinha sido abençoada para ir no encontro com Deus.

Mãe- Quando ia aos cultos me segurava no momento de aceitar Jesus, algo me dizia para aceitar, mas eu me segurava, não ia quase aos cultos porque gostava de tomar minha cervejinha, fumar meu cigarro e ficar em casa. Quanto ao Encontro com Deus eu não queria ir, eu pensava o que é que vou fazer? Quando ela me disse que tinha sido abençoada para ir, não tive como escapar. Foi o melhor final de semana de toda a minha vida, eu acreditava em Deus de minha forma mas da forma que me foi revelado, esse Jesus maravilhoso, eu não conhecia, então pensei, como não amar esse Jesus que transformou minha família?

Jacque- No Encontro com Deus ela foi batizada no Espírito Santo, logo depois desceu as águas, e eu vejo como Deus faz infinitamente mais do que imaginamos. A primeira pessoa que a Campanha Lançando Sementes alcançou foi minha irmã. Eu vinha orando por ela também e pedia a Deus uma estratégia para levar ela para igreja.

Irmã- Nunca alguém tinha orado por mim como eu vi ela orar, e eu ouvia ela falar meu nome nas orações. Hoje eu entendo que ela queria compartilhar comigo esse Deus maravilhoso. No início, eu queria ir para o “mundo”, era o que eu gostava, não ir para igreja. Quando Deus tocou em mim, pela vida dela, eu passei a ver como ela estava tão bem, e isso, eu queria para mim também, passei a acompanhá-la na igreja. Eu vi a Primeira Igreja e achei maravilhosa, não pela grandiosidade material, mas pelo carinho das pessoas umas pelas outras, assim como o Pr. Eduardo fala que é uma família para todos e eu senti isso, é maravilhoso!

Jacque- Ela dizia que só queria ir a igreja para cuidar das crianças, eu falei para ela que precisava de treinamento e conversei com a Pra. responsável, e ela me informou que logo haveria um treinamento. Minha irmã veio, e neste treinamento ela sentiu claramente o Espírito Santo falando com ela, me mandou uma mensagem, eu chorei um “monte”, eu só conseguia agradecer a Deus.

Irmã- Obrigado! Essa é a palavra para ela, por mais que eu tente agradecer não é nem a metade da gratidão que tenho pela vida dela.

Cunhada- O primeiro dia que fomos na Primeira Igreja, foi no batismo da Jacqueline, mais para homenageá-la, e presenciamos uma festa linda, via no rosto dela a felicidade de estar se batizando e de ver a família presente.

Irmão- A felicidade “transbordava” por ela, minha irmã se tornou uma nova pessoa depois do batismo, muito diferente, muito abençoada, uma bênção para nossa família.

Jacque- Primeiramente eu quero agradecer a Deus, porque ele me salvou, ele me tirou de um lugar horrível, da lama mesmo, porque ele sempre teve um propósito na minha vida, e eu não acreditava nisso. Quando eu cheguei na Primeira Igreja eu fui abraçada, cuidada, e vi o quanto Jesus se expressava através da vida das pessoas. Estar com minha família hoje lá é extremamente gratificante.

Cristãos relevantes na sociedade moderna

A doutrina do sacerdócio universal, uma das grandes contribuições da Reforma Protestante provocada por Martinho Lutero no século XVI, colaborou, sobretudo, na construção do “ser cristão” de forma genuína. Trata-se de uma nova forma de experimentar a espiritualidade, a qual o indivíduo percebe a essência do seu papel como cristão no contexto social. A essência desta doutrina revela que “todo cristão é sacerdote de alguém, e todos são sacerdotes uns dos outros”. Essa abordagem muda radicalmente a antropologia, tendo em vista que desafia a principal característica da modernidade: o individualismo.

“Temos muito a dizer a respeito dos efeitos do Cristianismo na humanidade como um todo. Aqui está a força mais potente que a humanidade conheceu para a dissipação do analfabetismo, para a criação de escolas, para o emergir de novos tipos de educação. […] As universidades foram na maioria criações cristãs. Música, arquitetura, pintura, poesia e filosofia, devem suas maiores conquistas ao Cristianismo. […] A ampliação dos métodos de cirurgia do ocidente foi chefiada pelo empreendimento missionário Cristão, e a elevação da posição da mulher como um todo. Nenhum outro movimento na história trouxe tantos bens a humanidade”. (Kenneth Scott Latourette, historiador da Universidade Yale).

Alguns historiadores da ciência como David Lindberg (2003) e Thomas Goldstein (1995), têm argumentado que a Igreja teve influência significativa no desenvolvimento da ciência. Esta contribuição se faz presente entre as áreas da astronomia, genética, geomagnetismo, meteorologia, sismologia e física solar. A Igreja incentivou os cuidados médicos e serviços de bem-estar e teve influência em termos econômicos (Weber, 2002); a inspiração para a cultura, filosofia e política. Além disto, com ensinamentos cristãos sobre a sexualidade humana e a vida familiar. O cristianismo desempenhou um importante papel na extinção de práticas como o sacrifício humano, a escravidão, o infanticídio e a poligamia.

John Stott (2004), teólogo britânico, disse “Uma mente cristã não se ocupa apenas de Deus, mas reconhece e se envolve na realidade humana (…). Uma mente cristã também não se fixa apenas no mundo dos homens, nem se põe a interpretá-lo e mudá-lo a partir de uma visão e de recursos meramente humanos. [Uma mente cristã] não é nem otimista sem fundamento nem pessimista sem esperança. A mente cristã tem que escutar a Deus e ao mundo que a rodeia”. Em 2005, a revista Time classificou Stott entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

Ronald Reagan, 40.º presidente dos Estados Unidos, implementou uma série de iniciativas econômicas e novas políticas. Reagan afirmou “não devemos julgar os programas sociais por quantas pessoas estão neles, mas quantas estão saindo”, demonstrando efetividade nas ações de recuperação social. Ele combateu o aborto e outros flagelos morais na sociedade americana. Demonstrou, por meio da política, forte atuação como cristão na luta por princípios morais.

O ateu, Philip Zuckerman, professor de sociologia e estudos seculares no Pitzer College em Claremont, Califórnia, declarou: “Há muito que eu admiro e respeito sobre o Cristianismo. Se eu tivesse que escolher 3 coisas quando penso no Cristianismo, eu pensaria primeiro em amor, segundo em paz e em terceiro no perdão. Acho que esses são elementos essenciais do Cristianismo […] e acho que eles deveriam estar no coração de qualquer sociedade civil. E eu absolutamente concordo que o Cristianismo contribuiu muito com as civilizações em termos de progresso moral e não há dúvida de que Cristãos doam mais hoje em dia em termos de caridade e voluntariedade…”.

Neste contexto, os cristãos não estão exclusivamente nas igrejas, mas em todos os lugares, seja em universidades, hospitais, pequenas e médias empresas, no campo, nas cidades, indústrias ou organizações sem fins lucrativos. O objetivo principal, defendido pela doutrina do sacerdócio universal, é expressar, por meio de práticas que revelam a essência cristã, forte relevância na sociedade moderna.

Diórgenes Falcão Mamédio

Diórgenes Falcão Mamédio

casado com Mara Elianai de Lima Mamédio, mestre e doutorando em administração pela PUCPR, estudante de teologia no Instituto Teológico Quadrangular e líder de Grupos Pequenos na 1ª IEQ.

EMPADÃO DE FRANGO

Ingredientes para massa:

– 1 kg de farinha de trigo
– 500 gr de margarina
– 2 ovos
– ½ colher de sal
– 150 ml de leite

Ingredientes recheio:

– 1 kg de peito de frango
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– cheiro verde
– 1 colher de chá de sal
– 200 gr de creme de leite
– 1 colher de chá de trigo
– 2 tomates sem semente picados
– azeitona, milho e ervilha a gosto

Preparo massa:

– Misturar todos os ingredientes até formar uma massa homogênea e lisa.

Preparo recheio:

– Cozinhar o frango já temperado. Refogar cebola e alho, misturar o frango desfiado, duas xícaras do caldo de cozimento do frango e demais temperos, acrescentar o tomate e demais complementos a gosto (milho, ervilha, azeitona).  Para finalizar, acrescentar o trigo para engrossar e o creme de leite por último (a gosto).

27 anos separam a Linda de hoje da mulher que chegou na Primeira IEQ em 1991.
Não apenas sua igreja, mas o lugar que se tornou seu lar. Linda e seu esposo, Pr Ulisses, residem na Primeira IEQ desde então. Muitas pessoas marcaram suas vidas, e histórias muito especiais foram vividas ao longo desses anos. A maior bagagem que alguém pode deixar são as experiências vividas e compartilhadas. Essa receita de empadão faz parte dessa bagagem compartilhada ao longo dos anos. “Aprendi essa receita com as senhoras do Grupo Missionário de Mulheres, há cerca de 26 anos atrás. Elas trabalhavam na cantina da igreja na época, ainda no templo antigo, e me ensinaram muito do que sei hoje na cozinha.”

Lindalva Santos

Membro da Primeira IEQ

Vivendo com Ele – Os Alves

Jonatas – Eu nasci em um tempo muito feliz, onde meu pai já havia aceitado as palavras de Jesus na vida dele, um tempo muito bom, cresci com Jesus, sendo ensinado no caminho Dele. Mas nem sempre foi assim.

Jane – Nem sempre foi assim, antes de nossos pais terem este encontro com Jesus o nosso lar tinha muitas dificuldades, lembro quando ainda menina de brigas constantes e o relacionamento conjugal de nossos pais em crise, lembro de momentos muito difíceis na família relacionados a enfermidades, sempre presentes em nosso lar e papai muito nervoso com esta situação. Certo dia ele falou para a mãe: “olha, está faltando Deus nesta casa, então você vai para igreja”. Ele tinha uma referência da Igreja Quadrangular, quando vários anos antes levou para igreja uma pessoa com problemas espirituais, ele tinha essa referência de local onde pessoas recebiam oração. “Vá naquela igreja” ele disse.

Mamãe veio na tarde da benção, eu vim com ela, e ali se iniciou nossa jornada espiritual, na primeira semana mamãe tomou sua decisão por Jesus, eu também, e na terceira semana ela conseguiu convencer o papai a vir, trazendo meu avô que tinha uma grave enfermidade, precisava de um cuidado especial. Meu pai veio, pois queria que meu avô recebesse uma oração. Neste dia, na Tarde da Benção algo muito lindo aconteceu, papai teve um encontro com Jesus, tomou sua decisão por Cristo, juntamente com meu avô. Foi algo tão maravilhoso que gerou um novo posicionamento em casa.

James – Chegando em casa, sentamos a mesa e suas palavras foram: “a partir de hoje Deus entrou em nossa casa”, eu era pequeno e ficamos meio assustados, tentava imaginar como seria Deus entrando em nossa casa, ele continuou: “agora vamos orar antes das refeições”.

Jane – Questionamos como faríamos porque ninguém sabia orar como as pessoas da igreja, e ele disse: “eu também não sei, mas vou ser o primeiro e nós vamos aprender juntos”. Ali se iniciou o sacerdócio de papai sobre nós, sua família, nos encaminhando no Senhor de uma maneira muito linda.

Nesta caminhada tudo aconteceu muito rápido, em dois meses se batizaram, em seis já fazia a obra de Deus como diácono, sempre participativo na igreja. Estávamos em quase todos os cultos.

James – E sempre aceitando Jesus, a cada apelo toda família se levantava porque não sabíamos que uma vez era suficiente. Foram três meses assim até que o Pr. Eduardo nos disse que não era mais preciso, “já tomaram sua decisão e tem seu posicionamento”.

Jane – Papai queria muito servir ao Senhor e teve sua vida totalmente transformada, foi algo lindo. Passou a compartilhar Jesus com as pessoas onde quer que fosse, alcançando pessoas para Deus. Era vendedor e por onde passava explicava a bíblia para as pessoas.

Foi uma grande mudança, principalmente dentro de casa, uma paz acompanhada de milagres que começaram a acontecer. Passamos por milagres de cura eu, o James, a mamãe e também o papai pois tinha muitas dificuldades emocionais e passou a ser uma pessoa calma, tranquila e cheia de paz, era a paz de Deus na vida dele. Nós presenciamos esta mudança na vida dele.

Jonatas – Sempre o vi como um sacerdote, buscando obedecer a palavra de Deus e a levando par adentro de casa, fazendo a obra aqui na igreja como também em casa. Lembro de um episódio nas férias, com o carro cheio de folhetos, distribuindo-os  na travessia da balsa em Guaratuba.

James – No litoral, íamos com o bagageiro do carro aberto e sentados nele, bem lentamente, e a cada pequena parada distribuíamos os folhetos.

Jonatas – Em casa ele também fazia o culto doméstico, e não tinha folga, as vezes falávamos que estávamos cansados mas não adiantava, até aos domingos, depois da igreja tínhamos o culto doméstico. Lembro de muito incentivo da parte dele para que pudesse desenvolver a música, ainda pequeno tentando tocar órgão com alguns dedinhos, ele falava: “está muito bonito e vai ficar melhor”, a paciência exercendo o sacerdócio, porque sabia que tudo era para honra e glória do Senhor.

James- Eu também, tocava violão ajudando nos cultos, o apoio dele foi desenvolvendo na gente a arte musical. Tocava violão com o grupo missionário de homens aqui da igreja na praça Rui Barbosa, no Presídio do Ahu aos sábados, tinha oito anos na época.

Jane – Papai foi sempre um modelo para nós, ele vivia o evangelho vinte e quatro horas, sempre conselheiro, seu sacerdócio foi muito especial para minha adolescência, melhor amigo para compartilhar as coisas, entendendo nossas lutas e dificuldades relacionadas com a idade ou não. Alguém muito especial e muito inspiradora a maneira como ele viveu, um pai maravilhoso!

PRIMEIRA IEQ – SACERDOTES

O que vem à mente das pessoas quando elas ouvem a palavra sacerdote? Provavelmente seja a imagem de um homem com uma indumentária especial, portando-se de uma forma imponente, tendo alguns gestos incomuns, construindo frases com termos rebuscados, sacros e pouco usuais. No imaginário da maioria, um sacerdote é uma figura excêntrica com a qual dificilmente alguém poderia se identificar. Se tais imagens mentais existem, é porque em algum lugar elas foram vistas. Todavia, como deveria ser a imagem dos sacerdotes na atualidade? Pensemos um pouco sobre um sacerdote à luz das Escrituras. A primeira figura de sacerdote que aparece na Bíblia é a de Melquisedeque (Gn 14.18-20). Ele alimentou Abrão, abençoou-o e glorificou a Deus. Após, vê-se o sacerdócio levítico. Deus escolheu a tribo de Levi para cultuar e cuidar para que toda a nação de Israel também pudesse cultuá-Lo. Eles ofereciam sacrifícios em favor do povo e colocavam as causas das pessoas diante de Deus (Ex 29.44;30.30). Quando Jesus veio ao mundo, Ele se tornou o grande e eterno Sumo Sacerdote. Após a morte, ressurreição e ascensão de Cristo, o apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, diz que nós somos o sacerdócio atual aqui na Terra. No decorrer do tempo estabeleceu-se a ideia de que sacerdotes eram só os que faziam parte do clero. Proibiu-se que o povo tivesse a Bíblia em suas mãos, pois só alguns poucos seriam os sacerdotes com condições de tê-la. Martinho Lutero, na Reforma Protestante, lutou para que a Bíblia fosse colocada na mão do povo e também defendeu o sacerdócio universal de todos os cristãos. A partir de então, essa verdade bíblica foi resgatada e deve ser anunciada até a volta de Cristo. A imagem de um sacerdote da atualidade, não tem a ver com o vestuário, mas com um comportamento que revele um caráter íntegro, valores bíblicos, um coração piedoso diante de Deus e que se disponha a servir as pessoas.
PR. SILAS ZDROJEWSKI

PR. SILAS ZDROJEWSKI

Mestre em Teologia pela Faculdade Batista do Paraná, copastor e líder de GP, na primeira IEQ, casado com Carmen Silvia Zdrojewski, pai de Eduardo Neto e Vanessa Silva.

Sacerdócio nos Grupos Pequenos

O texto de 1 Pedro 2:5-9 afirma que “vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo (…) Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Os sacerdotes aparecem no Antigo Testamento. Eles eram homens escolhidos por Deus (não era possível se candidatar ou se escolher a si mesmo para isto) e eram escolhidos para um propósito: servir a Deus com suas vidas oferecendo sacrifícios. O sacerdócio dessa época servia como uma alegoria ou “símbolo de algo que viria acontecer”, referindo-se ao ministério vindouro de Jesus Cristo. Essa função simbólica de representar o Messias deixou de ser necessária quando Jesus Cristo entregou-se como sacrifício perfeito na cruz e completou a obra de remissão dos pecados. Por isso Jesus disse “Está consumado” em Jo 19.30 e a partir desse momento as pessoas poderiam vir diretamente a Deus por meio do grande sumo sacerdote, Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). Não mais há, agora, qualquer mediador terreno entre Deus e o homem, como existia no sacerdócio do Velho Testamento (I Timóteo 2:5). Que grande privilégio, podermos estar na presença de Deus!

O Senhor nos chama de “sacerdócio real” e isso nos dá uma identidade e nos traz responsabilidades. Como sacerdotes somos representantes de Deus, intercessores, aqueles que servem O Rei com suas vidas. Essa realidade sacerdotal deve ser vivida de várias formas: como pais, como adoradores (músicos ou não), como aqueles que compartilham do evangelho, como aqueles que ensinam sobre as verdades divinas e também como pastores que cuidam de outros. É exatamente isso que fazemos nos grupo pequenos: somos sacerdotes reais! Que servem o grande Sumo Sacerdote Jesus. Sem dificuldades podemos associar as funções dos sacerdotes com as de um facilitador de GP, mas as responsabilidades de sacerdotes cabem a todos os que são cristão. Então, temos nos grupos pequenos a oportunidade maravilhosa de praticar o sacerdócio universal, servindo uns aos outros, abençoando uns aos outros em amor, e juntos estando na presença de Jesus Cristo.

Pense um pouco nessa afirmação a respeito de nós: somos chamados “reis e sacerdotes” e “sacerdócio real” Somos são chamados assim porque a salvação não é meramente um “seguro de vida eterna” para escaparmos do inferno. Antes, os somos chamados por Deus para serví-Lo ao oferecer sacrifícios espirituais, ou seja, sendo pessoas dedicadas em boas obras. Em nossos grupos pequenos, como sacerdotes do Deus vivo, louvamos Àquele que nos deu o grande dom do sacrifício de Seu Filho em nosso lugar, e em resposta, devemos dividir esta maravilhosa graça com outros.

O versículo de 1 Pedro 2.5 diz que estamos “sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual”, uma casa, assim como um grupo pequeno não é construída com apenas uma pedra (ou um só tijolo), mas com muitos deles. Somos sacerdotes e pedras vivas, estamos “suportando uns aos outros por amor de Cristo” Ef 5.21, estamos dando suporte, apoiando, dando sustentação uns aos outros, como um tijolo dá sustento para o próximo tijolo na construção de um casa.

Precisamos entender e agir como representantes legítimos do Deus Altíssimo, sacerdotes reais. A beleza disso é que somos TODOS sacerdotes em Jesus, o Sumo Sacerdote Eterno, e ministramos um na vida do outro, construindo juntos uma casa espiritual que glorifica o nome Dele!

CARLOS NÁPOLI VIEIRA (CARLINHOS)

CARLOS NÁPOLI VIEIRA (CARLINHOS)

Pastor de jovens @altafrequenciacwb, dirigente de louvor e supervisor de Grupos Pequenos na Primeira IEQ. Marido da Suelen e pai das gêmeas Alice e Ana. Compositor e vocalista na @indeleveloficial. Um dos líderes do GKPN Youth e da Semana de Avivamento (SDA). Graduado em Engenharia Ambiental pela UNESC e pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UTFPR. Bacharel em Teologia pelo CVQ.

O Sacerdócio do Lar

Chegou o grande dia tão planejado pelos noivos! Uma linda cerimônia, borboletas no estômago, sorriso de orelha a orelha com o objetivo de formar uma família, tornando-se uma só carne. Lembro-me muito bem do dia do nosso casamento! Parecíamos dois adolescentes casando, novinhos, mas muito felizes. Um dos comentários que o Jhow compartilhou comigo eu nunca vou esquecer, disse que estava tão nervoso que sua boca estava muito seca, e que quando sorria, seus lábios grudavam na gengiva e  ficava com os dentes todos a mostra parecendo um cachorro raivoso. Sem dúvida, uma cena bizarra.

Todo esse nervosismo mesclado com alegria tem um porquê, afinal, depois que nos tornamos uma família, descobrimos que novas funções seriam desempenhadas, e com a vinda dos filhos, o papel de cada um se tornaria ainda mais evidente.

Hoje, vou compartilhar sobre qual a responsabilidade do homem em seu lar.

Prover o alimento e proteção, descobrimos na escola que, desde a Era Paleolítica, essas eram principais funções. E sabe, Deus deixou Adão como responsável para administrar e cuidar do jardim (Gn. 2.15). Homens, preciso contar um segredo: toda esposa tem o anseio de se sentir protegida e amada, nutrida não apenas fisicamente e emocionalmente, mas a principal função é a de prover o cuidado espiritual, através do sacerdócio.  Sim, essa função é do homem! Ser o sacerdote do seu lar. É aquele que leva sua família para mais perto de Deus, que ora, ensina e mostra o caráter de Cristo em suas ações. Todo pai é chamado para sua função sacerdotal. Cada brinquedo que entra aqui em casa é orado e consagrado a Deus, e esse discernimento veio do nosso sacerdote. A provisão espiritual, os limites relacionados aos conteúdos assistidos, e tempo em determinadas atividades, confesso que são ditados pelo Jhow.

Graças a Deus tenho em casa um grande sacerdote, que é um homem de oração, temente a Deus, que não só traz a caça para casa, mas o rolo (Ez. 3), a escritura para nossa vivência diária, através do ensino bíblico e valores para nossos filhos, a repreensão e educação quando erram e o amor e cuidado através de seus abraços de urso e momentos divertidos no universo dos heróis que vivemos.

Pai é aquele que não só participa, mas tem o senso de estimular.  Sua função não está apenas no cuidado das notas, mas também em deixar as escrituras mais interessantes. É aquele que ora e ministra ao coração de seus filhos, que reveste em oração e se posiciona nesta batalha espiritual que é cuidar de sua família.

Filhos são reflexo de seus pais, e ao assumir o sacerdócio, ele se torna uma referência de vida (sim, também com seus erros, afinal estamos tratando de um ser de carne e osso). Esses dias, o Samuel compartilhou com a minha sogra que ele gostaria de comprar uma “fantasia” de pastor. Ela perguntou como era essa roupa, e ele descreveu exatamente o terno do Jhow quando serve ceia e, ao final, revelou o seu desejo de ser como seu pai no futuro.

Já secamos muitas lágrimas da nova geração pela ausência e falta de cuidado de seus pais. Para eles, ter um sacerdote em seu lar é uma realidade muito distante. E sabe, ser sacerdote é uma grande responsabilidade, e que quando exercida pelas próprias forças, se torna um grande fardo. Quando essa função é vivida em Jesus, tem como resultado uma vida com propósito e o senso de deixar um legado para nova geração.

Deus quer despertar pais que nunca assumiram sua função de sacerdote, nós mães já temos a nossa função, e amamos ver nossos maridos em ação. Somos diferentes e nos completamos em nossas diferenças.

Meu anseio é de ver pais assumirem seus papéis, cuidando, protegendo e mostrando Jesus através de suas vidas, auxiliando os seus filhos para estarem juntos no grande acontecimento, as bodas do Cordeiro.  Em Cristo, essa responsabilidade é mais leve, pois é compartilhada com Jesus o sumo sacerdote, o melhor exemplo de todos. NEle, todo medo de fracasso, toda ausência e falta de amor é transformado. Basta se dispor, vestir as vestes sacerdotais e entrar em ação.

Rebecca Braghini

Rebecca Braghini

Pastora em tempo integral desde 2012 na Primeira IEQ. Graduada em Teologia pela Faculdade Kairos e em Design de Interiores pelo Centro de treinamento CEPDAD. Junto com seu esposo, Jhonathan Braghini, lidera o @junieqoficial - Ministério de Juniores e são coordenadores da região 659, além de estarem à frente do Conexão e dos Jovens casais. Mãe de dois meninos incríveis, Samuel e Theo.

Dobradinha de sucesso no cinema cristão

Deus Não Está Morto – Uma Luz Na Escuridão em cartaz e em breve, a história de Sansão chegará às telonas no país

Uma igreja destruída. Uma congregação silenciada. Uma relação estilhaçada. Ainda assim, nos vales mais sombrios da vida, uma pequena chama pode iluminar o caminho para a cura e esperança. Essa é a trama de Deus Não Está Morto: Uma Luz Na Escuridão, novo lançamento da distribuidora California Filmes em parceria com a 360 Way Up em cartaz nos cinemas do país.

O filme, que estreou no último dia 30 de agosto, é a sequência de sucesso dos outros dois filmes lançados no país e que foram assistidos por cerca de mais de 10 milhões pessoas por todo o mundo.

Produzido pela Pure Flix, Deus Não Está Morto: Uma Luz Na Escuridão tem como cenário central o incêndio da Igreja de Saint James, que devasta a congregação do pastor Dave (David A. R. White). Diante disso, a universidade vizinha Hadleigh University usa a tragédia para tentar retirar a igreja do campus. A batalha logo se levanta entre a igreja e a comunidade, o reverendo Dave contra seu amigo de longa data Thomas Ellsworth (Ted McGinley), o presidente da universidade, envolvendo também a estudante Keaton (Samantha Boscarino), membro do ministério da igreja, questionando sua fé cristã.

Em setembro tem mais!

Já em setembro, mais especificamente no dia 27, chega aos cinemas a incrível história do homem mais forte já relatada na bíblia, Sansão.

Chamado por Deus para libertar seu povo da escravidão, Sansão possuía uma força sobrenatural. Impulsivo, suas decisões o colocam contra o Império filisteu. Traído por Dalila e por um cruel príncipe, Sansão é capturado e cegado por seus inimigos. Escravo, ele pede a Deus forças para enfrentar sua última batalha.

Sansão foi filmado em locações na África do Sul e é uma produção da Pure Flix, produtora também de Deus Não Está Morto – Uma Luz Na Escuridão.  “A maioria das pessoas sabe que Sansão tinha cabelo comprido, Dalila o cortou e que ele perdeu a

Sacerdócio Universal, de quem?

O sacerdócio remonta à necessidade de representação a Deus ou dEle, face à quebra da comunhão direta entre homens e Deus por causa da queda do homem – Gn 3.

Com o passar do tempo, essa concepção de alguém comunicando com Deus acabou desvirtuada pela designação de pessoas para representar diante de “deuses” ou “divindades”, estabelecidas pela própria consciência humana ou “forças espirituais”, alheias ao único Deus.

Contudo, aprouve a Deus não ficar nunca sem Sua representação pe-

rante Sua criação. Daí a escolher um povo para Si e nesse, estipular condições para chegar a Ele restabelecendo a situação primitiva de comunhão. Por Abraão e sua descendência, Deus promove a linhagem para representá-Lo perante as nações criando a nação de Israel, dando-lhe no Sinai uma “constituição” durante a travessia do cativeiro egípcio à terra prometida. As leis comporiam dois aspectos: regras de conduta na área relacional entre as pessoas e, regras espirituais para relação com Ele; no segundo aspecto o sacerdócio fica normatizado pela designação dos descendentes de Levi (bisneto de Abraão) – Gn 29, para ser um sacerdócio representativo em contraposição às formas ritualísticas ancestrais, comuns a povos inclusive o Egito de onde haviam saído.

Diferentemente da época patriarcal, na qual líderes exerciam “funções sacerdotais”, Deus agora pré-figura o sacerdócio santo e celestial, inconfundível de Melquisedeque tipo daquele que viria – Gn 14: 18-20. Os sacerdotes designados tratariam de ritos físicos, mas com ligação espiritual a Deus e às Alianças Divinas anteriores, as quais apontavam para a obra redentiva do Messias predito em Gn 3: 15. Na figura de Arão, irmão de Moisés, e seus filhos, fica consolidada a forma representativa do sacerdócio, sendo aquele como Sumo-sacerdote e esses como sacerdotes.

Precipuamente, a função do sacerdote era a o oferecimento de ofertas (5 tipos), queima do incenso, unção com óleo e sangue, procedimentos em algumas doenças, alguns julgamentos que excediam a forma normal necessitando da intervenção Divina. A linha sacerdotal seria de Arão, da tribo de Levi, e os demais levitas ocupar-se-iam de outras funções: Ex 28 e outros; Lv 27 e Nm 1,3,4,8, consistindo por exemplo de limpar, arrumar e carregar o tabernáculo e mais tarde no templo.

O Sumo-sacerdote detinha uma santificação superior aos sacerdotes, portanto, sua designação envolvia condições mais rígidas (Ex 28,29; Lv 8,21). Somente o Sumo-sacerdote entraria no Santo dos Santos ou Santíssimo, lugar da presença de Deus, uma vez no ano, quatro vezes nesse dia, chamado Dia da Expiação (Lv 16), para expiação da nação de Israel, tipificando a abertura e entrada de Cristo rompendo o véu, e por Ele permitindo aos redimidos também a entrada no Santo dos Santos (Hb 8 – 10).

BÁSICAMENTE, O CONCEITO MAIS PROFUNDO DO SACERDÓCIO É SERVIÇO.

Com o Messias, o Cordeiro de Deus, a Nova Aliança, a função sacerdotal mesmo no formato pós-cativeiro da Babilônia, perde o valor material (Hb 7: 11 – 15), e o Verdadeiro Sacerdote se revela: Mc 10: 45 “…. Eu não vim para ser servido mas para servir e dar a minha vida…”. Ora se o Senhor serve, quem fica responsável por Seu trabalho na Terra? Não é Cristo o único Sacerdote Celestial? Sim, é Ele porquanto é único intercessor entre Deus e os homens – I Tm 2:5. Mas então?

Deixando Israel de cumprir o propósito de Deus, Ele determina um outro povo para ser Seu representante – A IGREJA – Ef 2: 12 – 16. Não se nomeia mais sacerdotes como no A.T. No sentido de servir, o sacerdócio Universal preconizado por Cristo é executado por seus agentes, ou seja, todos os crentes que recebem a Cristo como Senhor e Deus são sacerdotes do Deus Verdadeiro. Tal afirmação já o dizia o reformista Martinho Lutero.

Todo crente hoje executa o “serviço” pelo louvor, cuidado das coisas de Deus e dos outros, amando a Deus e ao próximo como a si mesmo, primando por não permitir que ninguém que foi dado a Cristo se desvie, fazendo o Deus Vivo conhecido e Suas maravilhas entre todos os povos.

Deus constitui autoridades no Seu reino que respondem perante Ele pelo serviço e crescimento da Igreja, a qual é o corpo de Cristo, devendo zelar e dirigir com dedicação os agentes de Deus na relação com Ele, orando, aconselhando e ajudando. Bem assim se, cada crente é um sacerdote também deve interceder e trabalhar com essas autoridades, para que o Reino de Deus abranja toda a Terra. O Caminho para o santíssimo foi aberto pelo maior dos Sumo-Sacerdotes através do véu, isto é Sua carne, Hb 10: 20, permitindo que todos independentemente de posição hierárquica cheguem a Deus.

SOMOS SACERDOTES DE DEUS POR JESUS CRISTO EM TODA PARTE.

João Luiz Cavichiolo

João Luiz Cavichiolo

Bacharel em administração de empresas e gestão pública pela UFPR, obreiro credenciado desde 1976, professor do CVQ (Centro Vocacional Quadrangular) por 29 anos nas cadeiras de pentateuco e panorama bíblio, professor da Escola Bíblica da Primeira IEQ Curitiba há 46 anos, casado com Norma Luiza Lau Cavichiolo, pai de quatro filhos e avô de cinco netos.