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Vivendo com Ele – Marcelo Meira

Meu nome é Marcelo, tenho 31 anos, casado com a Taís, pai do Noah e padastro do Caíque. Não nasci em um lar cristão, minha mãe se converteu quando eu tinha 10 anos e aos 13 me batizei na igreja que ela frequentava, mesmo ano que em conheci a dança, o break. Acabei focando somente na dança e tive contato com drogas logo cedo. Comecei com a maconha e fui me aprofundando à medida em que ficava mais velho. Infelizmente eu dava um valor excessivo à dança, passei a idolatrá-la.

Certo dia saí com a Taís para usarmos a droga juntos, foi o início de nosso relacionamento. Muito rápido alugamos uma casa para morarmos e nossa vida era somente “curtição”, estávamos sem trabalho. As coisas ficaram difíceis, a Taís ficou grávida e eu estava sem dinheiro, já pensava em fazer coisas piores. Foi nesse momento que a Taís propôs de irmos a uma igreja. Com a proposta dela, falei em tom de desafio: “se Deus é tão poderoso por que ele não vem até nós, por que ele não me encontra, ele que venha até a minha vida”. 

Aconteceu algo incrível, fiquei três dias sem dormir, angustiado, peguei uma bíblia e abri, estava na passagem de Daniel na cova dos leões, lembro de ter lido essa passagem e ali foi meu encontro com o Senhor. Eu caí ao chão, senti uma pressão muito forte sobre mim enquanto ouvia Ele me dizer: “você não queria que Eu te encontrasse? Não queria que Eu viesse até você?”. Essa experiência aconteceu na fase em que eu estava com muitos sentimentos ruins no meu coração, e eu ouvia: “Eu posso tirar isso!” Depois os sentimentos ruins voltavam com intensidade e eu ouvia: “isso pode ficar em você ou sair, a escolha é sua, se me quer ou não em sua vida”. Eu chorava muito, sentia um poder tão forte na minha vida, algo tão bom que levantei dali e decidi que era isso que eu queria – mudar de vida.

Um amigo que frequenta a primeira IEQ nos levou a um culto de domingo pela manhã, confesso que não estava animado, mas lembro de como as coisas foram mudando, um senhor de cabelos brancos me abraçou logo na entrada, notei que ele me tratava igualmente a todos, o mesmo abraço para todos, senti algo diferente. Logo estávamos em um Grupo Pequeno – GP de casais e, então, tudo mudou. Minha esposa se batizou, tivemos um grande suporte espiritual dos líderes, passamos a frequentar mais a igreja, os cultos do MAD – Ministério de Adolescentes.

Fomos morar com minha mãe em uma chácara 13 quilômetros além de Bocaiúva do Sul. Foi lá que teve início o processo de limpeza de minha alma. Sempre digo que lá ocorreu a troca de meu coração, pois entendi que dependo 100% Dele. Tínhamos muita dificuldade para ir ao culto, mas Deus colocou pessoas que nos ajudaram muito nessa fase. Fomos para um acampamento e trabalhamos em uma oficina de dança, foi quando nos integramos com o pessoal de verdade.

Fui convidado para dar um workshop para o musical de natal, acabei participando e tive o contato da dança e Deus. A arte evangelizando pessoas. O que antes era um motivo de idolatria – agora era usado para servir ao Reino de Deus. A dança voltou para minha vida como um resgate – a arte usada como recurso de Deus para me abençoar e abençoar a outros.

Hoje estou trabalhando, moramos em Curitiba, temos nossa casa, conseguimos frequentar mais os cultos, atuamos em eventos como o acampamento do JUNIEQ e o Imersão de onde saí muito impactado. Estou vendo Deus agindo em nossa vida e acredito que algo ainda maior vai acontecer. Amamos nossa igreja, nossos pastores, estamos bem e temos Jesus explodindo em nossos corações, por sua graça e amor.

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