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Vivendo com Ele – Ailton Araújo

Sou o pastor Ailton Araújo, professor, formado em matemática e ciências, fui diretor da escola Omar Sabbag por 11 anos consecutivos, fui conselheiro do IPMC (Instituto de Previdência do Município de Curitiba), vereador eleito por cinco legislaturas e eleito para um mandato de deputado estadual. Tive oprivilégio de, em 1999, ficar por 11 dias na condição deprefeito de Curitiba e nos últimos dois anos fui eleito presidente da Câmara Municipal de Curitiba.

Não foram fáceis estes dois últimos anos dapresidência, dois anos muito sofridos, uma dasrazões pelas quais eu não concorri mais avereador. Explico porque, tem alguns princípios que eu sigo: o que é errado, éerrado, mesmo que todo mundo faça eo que é certo, é certo, mesmo queninguém faça. Não foram poucas asvezes que tive que contrariar pessoasque vieram com essas justificativas: “Mas todo mundo faz, por que é queo senhor não vai fazer?” Não façoporque é errado; ou “Por que o senhor está fazendo, pois ninguémfaz?” O que é certo, mesmo que ninguém faça, eu tenho que fazer, e eu fiz.

Esses são princípios deintegridade, de compromisso com a verdade, e isso deve prevalecer, seja sobre coisas de grandes ou pequenos valores. Esta semana fui pagar uma conta de restaurante e o valor apresentado foi de R$ 132,00, pela minha soma seria algo em torno de R$ 200,00, eu poderia terficado quieto, mas disse aoproprietário que estava errado, aprincípio ele não gostou, pois achouque estava contestando o valor como muito alto e era o contrário. Paguei o que efetivamente eracorreto. Como ficaria com minhaconsciência se estivesse fazendo oque não era certo. Os homens podem não estar vendo, mas Deus está, Ele disse: Seja fiel sobre opouco que sobre muito te colocarei. Eu sei de onde vim, era um moleque pé-de-chinelo, mas nunca roubei, etive como princípio não mentir, ainda porque mentir é coisa do Diabo.

Em determinadas circunstâncias uma mentira resolve facilmente um problema. Lembro que certa vez, estava sentado à frente do meu chefe, tocou o telefone, ele passou o telefone para mim e pediu quefalasse que não estava, ao que eurespondi: sinto muito, se eu pegar o telefone vou falar que você está enão quer atender. É nestas pequenascoisas que mostramos nosso caráter.

Como presidente da Câmara, ninguém ousava fazer qualquerproposta que não fosse correta, mas não faltaram insinuações, considerações de que as vezes seriamais fácil fazer algo incorreto, quenão me traria desgaste. Eu prefiroque me traga desgaste do que cometer o pecado de mentir e serdesonesto, meu Deus não merece. Não posso desonrar minha família emuito menos àquele que morreu na cruz do Calvário para me dar a vida eterna, o Senhor Jesus!

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