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Vivendo com Ele – Jaque Fabricio

Entrevista com Jaqueline Fabrício

1.Onde você trabalha?

Atualmente eu trabalho na área administrativa de uma construtora

2.A quanto tempo você congrega na primeira IEQ?

Estou aqui na igreja a 12 anos

2.Qual o seu envolvimento atualmente na igreja?

Eu trabalho na parte administrativa do ministério de louvor,  liderança dos staffs no ministério de artes nos eventos e gosto muito viajar em missões quando tenho oportunidade acabo me envolvendo nestes projetos.

3.Vários amigos seus sabem do que Deus fez na sua vida, e hoje gostaríamos de compartilhar esse milagre com as pessoas que estão nos assistindo. Pode nos contar como tudo começou?

No ano de 2014, dia 24 de dezembro me preparando para noite de natal durante o banho apalpei um caroço no pescoço, devido a trabalhar em um hospital tinha bastante contato com a área da saúde, logo imaginei algo ruim, depois de alguns dias procurei alguns médicos amigos que solicitaram muitos exames e me encaminharam para um oncologista que logo me pediu uma biópsia que apontou o resultado positivo para câncer. Foi um susto muito grande, com a confirmação caiu o meu mundo. Geralmente ligamos a palavra câncer a morte, eu tive que entender que não era tempo de morte, porque Deus já havia tratado isso comigo, sobre planos e sonhos que Ele tinha para mim. As pessoas também achavam que eu ia morrer, lidar com essa opinião também foi necessário. Apesar de ser uma doença muito difícil, você acaba amadurecendo muito com ela. Iniciei um protocolo de quimioterapia que a princípio duraria 3 a 4 meses.

4.Pode nos dizer como a Primeira IEQ te acolheu? Como ela recebeu essa notícia ruim e bastante difícil com você?

Não tem como não falar da Primeira IEQ como uma família. Logo no início, com os exames tive um grande suporte de meus amigos e pastores, uma em especial, a “Gica” sempre me acompanhando em meu tratamento. Logo na primeira quimioterapia o médico falou – você vai ficar careca! Meu mundo caiu! Lembro quando cheguei certo dia na igreja, bem triste, O Pr. Carlinhos me disse que quando meu cabelo começasse a cair ele também rasparia o dele. Com o início da queda de cabelos  resolvi raspar a cabeça, marquei na casa de uma amiga, a Dani, e logo que cheguei ela me avisou, o Carlinhos está vindo aí para raspar. Além dele o Lincon também o fez e postaram nas redes sociais, com o passar das horas várias outros amigos também foram rapando o cabelo, e as meninas postando fotos com lenços na cabeça, um fato relevante é que os meninos que rasparam a cabeça eram muito vaidosos com os cabelos, isso mostra como compartilharam comigo este momento de dor.

Com tudo isso também veio a parte de ser coberta em oração, eu pude experimentar isso de fato, ser sustentada em oração através de pastores e amigos. Nas noites de insônia durante o tratamento, sempre chegavam mensagens incentivando e motivando toda essa luta. Se eu não tivesse toda essa ajuda de tantos que me ajudaram a atravessar essa dificuldade eu sei que não teria conseguido, por isso eu digo que eles não são meus amigos, são minha família. 

5.Como o posicionamento da Primeira IEQ como família te ajudou na recuperação?

A descoberta e tratamento do câncer foi um momento de muita dor, o tratamento de quimioterapia equivocado para o tipo de câncer errado, um período de questionamento e até depressão. Ali vivi o que diz o salmo 37.5, entrega seu caminho ao Senhor, confie Nele e Ele tudo fará”. Larguei tudo e disse Deus é contigo agora. Muitas vezes eu pensei em desistir, vinha o  pensamento de que não vai dar certo, que não vai vencer de que não vai valer a pena. Mas por outro lado pensava em todas essas pessoas me dando força e precisava continuar também por elas, foram meu alicerce neste tempo

6.O que você gostaria de dizer para a família Primeira IEQ que passou todo esse processo junto com você?

Família é um laço muito forte, não tenho palavras para expressar o quão importante eles foram em minha vida, o amor que tenho por eles é muito grande, espero que sejam usados para ajudar também a outras pessoas assim como me ajudaram. A palavra de Deus diz que há amigos mais chegados que irmãos, e eu pude ter isso, tive muito mais que irmãos. A família Primeira IEQ não só sorriu comigo nos momentos de alegria como chorou nos momentos de tristeza e dor. Posso dizer que foram instrumentos de Deus, através da vida de cada um deles pude experimentar do carinho, do cuidado e do amor de Deus, que é perfeito.

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