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Vivendo com Ele – Os Alves

Jonatas – Eu nasci em um tempo muito feliz, onde meu pai já havia aceitado as palavras de Jesus na vida dele, um tempo muito bom, cresci com Jesus, sendo ensinado no caminho Dele. Mas nem sempre foi assim.

Jane – Nem sempre foi assim, antes de nossos pais terem este encontro com Jesus o nosso lar tinha muitas dificuldades, lembro quando ainda menina de brigas constantes e o relacionamento conjugal de nossos pais em crise, lembro de momentos muito difíceis na família relacionados a enfermidades, sempre presentes em nosso lar e papai muito nervoso com esta situação. Certo dia ele falou para a mãe: “olha, está faltando Deus nesta casa, então você vai para igreja”. Ele tinha uma referência da Igreja Quadrangular, quando vários anos antes levou para igreja uma pessoa com problemas espirituais, ele tinha essa referência de local onde pessoas recebiam oração. “Vá naquela igreja” ele disse.

Mamãe veio na tarde da benção, eu vim com ela, e ali se iniciou nossa jornada espiritual, na primeira semana mamãe tomou sua decisão por Jesus, eu também, e na terceira semana ela conseguiu convencer o papai a vir, trazendo meu avô que tinha uma grave enfermidade, precisava de um cuidado especial. Meu pai veio, pois queria que meu avô recebesse uma oração. Neste dia, na Tarde da Benção algo muito lindo aconteceu, papai teve um encontro com Jesus, tomou sua decisão por Cristo, juntamente com meu avô. Foi algo tão maravilhoso que gerou um novo posicionamento em casa.

James – Chegando em casa, sentamos a mesa e suas palavras foram: “a partir de hoje Deus entrou em nossa casa”, eu era pequeno e ficamos meio assustados, tentava imaginar como seria Deus entrando em nossa casa, ele continuou: “agora vamos orar antes das refeições”.

Jane – Questionamos como faríamos porque ninguém sabia orar como as pessoas da igreja, e ele disse: “eu também não sei, mas vou ser o primeiro e nós vamos aprender juntos”. Ali se iniciou o sacerdócio de papai sobre nós, sua família, nos encaminhando no Senhor de uma maneira muito linda.

Nesta caminhada tudo aconteceu muito rápido, em dois meses se batizaram, em seis já fazia a obra de Deus como diácono, sempre participativo na igreja. Estávamos em quase todos os cultos.

James – E sempre aceitando Jesus, a cada apelo toda família se levantava porque não sabíamos que uma vez era suficiente. Foram três meses assim até que o Pr. Eduardo nos disse que não era mais preciso, “já tomaram sua decisão e tem seu posicionamento”.

Jane – Papai queria muito servir ao Senhor e teve sua vida totalmente transformada, foi algo lindo. Passou a compartilhar Jesus com as pessoas onde quer que fosse, alcançando pessoas para Deus. Era vendedor e por onde passava explicava a bíblia para as pessoas.

Foi uma grande mudança, principalmente dentro de casa, uma paz acompanhada de milagres que começaram a acontecer. Passamos por milagres de cura eu, o James, a mamãe e também o papai pois tinha muitas dificuldades emocionais e passou a ser uma pessoa calma, tranquila e cheia de paz, era a paz de Deus na vida dele. Nós presenciamos esta mudança na vida dele.

Jonatas – Sempre o vi como um sacerdote, buscando obedecer a palavra de Deus e a levando par adentro de casa, fazendo a obra aqui na igreja como também em casa. Lembro de um episódio nas férias, com o carro cheio de folhetos, distribuindo-os  na travessia da balsa em Guaratuba.

James – No litoral, íamos com o bagageiro do carro aberto e sentados nele, bem lentamente, e a cada pequena parada distribuíamos os folhetos.

Jonatas – Em casa ele também fazia o culto doméstico, e não tinha folga, as vezes falávamos que estávamos cansados mas não adiantava, até aos domingos, depois da igreja tínhamos o culto doméstico. Lembro de muito incentivo da parte dele para que pudesse desenvolver a música, ainda pequeno tentando tocar órgão com alguns dedinhos, ele falava: “está muito bonito e vai ficar melhor”, a paciência exercendo o sacerdócio, porque sabia que tudo era para honra e glória do Senhor.

James- Eu também, tocava violão ajudando nos cultos, o apoio dele foi desenvolvendo na gente a arte musical. Tocava violão com o grupo missionário de homens aqui da igreja na praça Rui Barbosa, no Presídio do Ahu aos sábados, tinha oito anos na época.

Jane – Papai foi sempre um modelo para nós, ele vivia o evangelho vinte e quatro horas, sempre conselheiro, seu sacerdócio foi muito especial para minha adolescência, melhor amigo para compartilhar as coisas, entendendo nossas lutas e dificuldades relacionadas com a idade ou não. Alguém muito especial e muito inspiradora a maneira como ele viveu, um pai maravilhoso!

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